Missão cumprida no Banco América do Sul

Missão cumprida no Banco América do Sul. Estamos agora no final da década dos anos 1980 e Yoshito Yagura é produtor gráfico da Standard Ogilvy & Mather. Entra o briefing, o atendimento apresenta o caso, a criação faz sua defesa, a produção protesta, o produtor gráfico advoga pelo diabo: a coisa tem é que sair!

Naquele tempo, o processo de produção tinha início com o “rough” – basicamente, um esboço para o layout da peça publicitária. Uma vez aprovada a ideia, o layout man dava início à ilustração. Para acrescentar o texto, entrava em cena o letrista, que levava em média dois dias para fazer a montagem. A mais simples das alterações parecia uma tortura. Tudo era feito à mão, no papel, e o processo inteiro de produção de uma única peça normalmente excedia uma semana.

Um dia, Luiz Carlos Burti convidou Yoshito para conhecer “algo interessante”. Bom, para encurtar a história, na Editora Gráficos Burti havia um tal de Macintosh, que reduzia o tempo de produção das peças publicitárias de uma semana para cinco horas.

Yoshito: Como é? Nesse computador a gente pode desenhar, ilustrar, trabalhar cores e imagens, mudar o tamanho de qualquer elemento do layout de um jeito fácil e rápido? Que demaaaais! É issooo! Macintosh!

Pronto. Durante um bom tempo, depois de sair da agência, à noite, lá ia o Yoshito para a Burti estudar o Macintosh. Virou expert no assunto e foi convidado para implantar o novo estilo de trabalho na produção da W/Brasil.

Yoshito: Quando eu cheguei à W/Brasil, todo mundo ficou com um pé atrás. Ninguém queria aceitar o japa metendo o bedelho no modo de trabalho deles: O que? Esse japonês veio aqui mudar tudo? Quem ele pensa que é? E eu fiquei seis meses almoçando sozinho. Um belo dia, a Naná*  resolveu almoçar comigo, colocando um fim nesse embargo ao Yoshito (gargalhada).

É. Descobrir o Macintosh foi demaaais! Mas isso foi só o começo. Com o Macintosh, surgiu uma série de novos procedimentos e necessidades. Imagine uma agência de publicidade e propaganda, com todos os seus clientes fazendo campanhas para seus diversos produtos e serviços ao mesmo tempo. Imagine organizar tudo que for relativo a cada uma dessas ações de comunicação em um único lugar, de uma maneira prática e com fácil acesso a quem de direito. Não era tarefa fácil.

Pois é, descobrir o Macintosh foi bom demais! Mas ele não era a resposta para tudo. Tanto que, certo dia, um sábado, precisamente, Yoshito-san precisou de um arquivo… Continua.


* A Nair B. Nogueira, nossa querida Naná, faleceu no ano de 2005, deixando muita saudade.

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